Doenças psicossomáticas são características da vida moderna

Entretanto, alguns ainda guardam a idéia errônea de que são pura simulação, ou que se trate de hipocondria, ou seja, mania de doença. Nada disso. A cada dia surgem mais evidências de que corpo e alma estão tão estreitamente ligados, de que aquilo que afeta um, acaba afetando, também, o outro. Por exemplo: quando se somatiza, o corpo coloca para fora as emoções, por meio de um resfriado, diarréia, herpes, enxaqueca ou, na maioria dos casos, por meio de gestos, mímicas, contraturas, calor, tremor, dores de barriga, sustos, travamento dos dentes etc. Enfim, mediante tantas e tantas demonstrações físicas.
De acordo com Jose Moromizato, médico que hoje é considerado um dos grandes incentivadores da medicina psicossomática, o corpo reflete o que as pessoas pensam e sentem. ”Quando reprimimos nossas emoções, elas vão se acumulando até o ponto que nos machucam profundamente. Só que a represa cheia extravasa por algum lado, e explode em algum órgão mais sensível. Exigimos tanto do organismo, que num determinado momento, ele pede socorro. Se não observarmos os sintomas internos, eles podem agravar-se e nos afastar do trabalho, da família, dos amigos e até mesmo das pessoas que mais amamos”.

A conclusão da incidência das doenças psicossomáticas no organismo surgiu a partir do acompanhamento da evolução do quadro clínico dos pacientes. Moromizato notou que, muitas vezes, as moléstias sanadas nas salas de cirurgia, como úlceras, por exemplo, voltavam a incomodar os pacientes, passado algum tempo. Os diálogos travados ao longo dos anos reforçaram a suspeita do médico de que a origem dessas doenças é emocional-mental.

“Desde a fase intra-uterina, todos os eventos são processados pela mente. Os fatos são interpretados pelo consciente como positivos ou negativos e memorizados pelo inconsciente. O problema é que a maior parte das notícias é ruim, o que vai aumentando a carga negativa. A sobrecarga faz a pessoa ficar nervosa, agressiva, e até adoecer”, alerta o especialista, ponderando que também podem existir outras causas que determinam estas doenças. “Mas, de acordo com os meus estudos, e com base em análises científicas, afirmo que entre 80 e 90 % de tudo o que ocorre no nosso corpo e no nosso comportamento é em conseqüência dos fatos negativos que ficam gravados em nosso inconsciente”.

Para Moromizato, o acúmulo de informações negativas pode gerar quatro situações: choro, nervosismo ou agressividade, dependência de substâncias ou doenças:

1. Depressão: a pessoa está constantemente angustiada e triste. Tem que chorar bastante para se sentir aliviada, mas o choro não adianta, porque a gravação do evento desagradável na memória não se apaga por si só.
2. Agressividade: o indivíduo torna-se intolerante e agressivo. Pode, também, ficar tenso, nervoso, eternamente insatisfeito.
Doença: a pessoa pode somatizar, criando moléstias no corpo.
– No aparelho circulatório, o infarto e a pressão alta.
– No aparelho respiratório, a bronquite e a asma.
– No aparelho digestivo, a gastrite, a colite e a úlcera.
– No aparelho endócrino, pode ocorrer propensão para ganhar peso.
– No aparelho genital, a impotência ou a frigidez.
– No aparelho locomotor, a dor na coluna ou no corpo de modo geral.
Dependência: o indivíduo busca alívio no álcool, nas drogas e nos medicamentos. Essas substâncias bloqueiam o consciente, causando melhora temporária, visto que o indivíduo se esquece do problema. Contudo, com o fim do efeito, e a volta da lembrança, a pessoa fica novamente deprimida e não raro recorre de novo à droga, dando início a um ciclo vicioso.

Para ajudar os pacientes a lidar de forma mais saudável com os desafios da vida contemporânea, o médico desenvolveu uma técnica baseada no relaxamento autógeno, personalizado, que permite chegar à origem do problema e saná-lo de vez, melhorando assim a saúde e, por conseqüência, a vida. “Uma pessoa tensa está constantemente insatisfeita, vive tensa, dorme tensa, levanta cansada, até parece que não dormiu à noite. Se a pessoa está assim, precisa aprender a relaxar, bem como a solucionar os problemas negativos que estão gravados no inconsciente. Isso permite que a pessoa se sinta bem consigo, passando a viver, e não somente a existir”.

Cortar o mal pela raíz não é difícil. O tratamento prescrito pelo médico inclui sessões de técnicas de relaxamento e reprogramação mental, com o objetivo de apoiar o paciente durante as crises e auxiliá-lo a adotar uma forma mais positiva de ver o mundo.

O método já foi testado com sucesso por mais de 5 mil pacientes que tiveram as suas vidas melhoradas. Um deles foi a administradora de empresas M.E.V., de 41 anos. “O que me fez procurar o Dr. José Moromizato foi a depressão. Eu estava passando por problemas emocionais, que me abalavam em todos os sentidos. Estava desanimada, com a auto-estima atingida, sem pique pra nada. Certo dia, ao desabafar com minha mãe, fui orientada a procurar ajuda de um profissional competente. Ela já conhecia o trabalho do médico, pois havia se tratado com ele, com sucesso. Meu irmão mais velho também se tratou, com êxito, com Moromizato pois, aos 19 anos, sentia-se desajustado e revoltado”.

Em suas primeiras sessões, a administradora chorava, não conseguia relaxar muito bem. “Aos poucos, isso foi mudando e fui conseguindo aproveitar melhor o tratamento. O resultado não foi imediato, mas, quando surgiu, senti que minha vida realmente havia mudado. Foi, literalmente, de dentro pra fora. Hoje me sinto confiante, capaz. Eu tinha problemas de relacionamento com minha mãe, vivia em pé-de-guerra com ela e atualmente eu a respeito, compreendo e amo muito”.

M. E. conta que já havia tentado outras alternativas. “Fiz terapia por 10 anos, mas não surtiu o efeito do relaxamento autógeno. Em poucos meses senti muita melhora, que persistiu com o tempo. É como se aprendêssemos a viver melhor, a encarar a vida de uma forma mais tranqüila. É como se consertássemos o que estava torto…”, define.

Outro profissional que passou por problema semelhante foi o cirurgião M.B., 41 anos. “Sou tranqüilo, introspectivo, generoso com as pessoas e situações que merecem, mas não sou de guardar rancores. A depressão veio sem aviso. Certo dia eu estava com minha esposa – éramos noivos – e comecei a chorar com intensidade num quarto de um hotel, onde estávamos hospedados para passar um final de semana. Na época, eu estava trabalhando muito para pagar o apartamento que tínhamos adquirido, enfrentava muitos plantões em hospitais e estava em conflito com minha entidade de classe. Acho que tudo isso acabou explodindo de uma vez e a depressão instalou-se”.

O médico não teve reação porque não tinha força para lutar contra a doença. “Eu queria sair daquela situação, mas não encontrava um caminho. A depressão deixa a gente patinando, parecendo que não sai do lugar, envolto em pensamentos negativos. Naquela fase eu apenas vivia um dia após o outro”.

O cirurgião não podia recorrer aos antidepressivos orais, que davam sono, devido à função que exercia. “O desafio maior foi vencer, pois havia altos e baixos enquanto o tempo passava. Mas cada um tem o seu tempo para a cura. O importante é que eu sabia que um dia ela iria chegar”.

Hoje M.B. é um novo homem. “Levo uma vida típica de marido e pai dedicado, de classe média, ou seja, trabalho muito para manter o lar. Acima de tudo, sou muito feliz com a minha família. Sou casado há 10 anos e temos dois filhos, uma menina de 9 anos e um menino de 2 anos. Minha esposa apoiou a terapia e, sem dúvida, a parceira que apóia o companheiro até o fim do tratamento demonstra que realmente o ama. A sensação de vitória é plena. Depois de vencer a depressão, você se torna uma pessoa melhor, fica mais forte emocionalmente, aprende a administrar os problemas pessoais e financeiros”.

O cirurgião reconhece que a vida não é um mar de rosas. “Isso não significa que você vai vencer sempre. Certamente haverá vitórias que trarão muitas alegrias e derrotas, com suas inevitáveis tristezas. Só que após o relaxamento, ocorre uma grande diferença: você aprende a se levantar nos insucessos, a chacoalhar a poeira e ir em frente com determinação, confiança e força de espírito inquebrantáveis”.

O tratamento do doutor Moromizato consiste em 20 sessões, que devem, preferencialmente, ser feitas todos os dias. Se necessário, segue-se um programa de manutenção, quando o paciente vai à clínica com menor freqüência, até a sua alta.

Sobre o médico Jose Moromizato
Totalmente na ativa, o médico cirurgião José Moromizato celebra o fato de ser um incentivador na medicina psicossomática no país, tendo atendido, com sucesso, mais de 5 mil pacientes nas últimas décadas. Ao longo de 20 anos atuando como cirurgião, o médico passou a observar que, apesar da intervenção, não raro a doença voltava a se instalar no pacientes.

Doenças psicossomáticas são características da vida moderna
Classificado como: