Aprender como o cérebro aprende, novos desafios para o educador!

Conhecer a biologia cerebral nas dimensões cognitivas, emocionais e sociais, fazendo da neurociência da educação uma forte aliada com valiosas contribuições para a nossa prática em sala de aula, se torna hj uma nova competência para o educador.
Precisamos compreender que existe uma biologia, uma anatomia e uma fisiologia num cérebro q aprende e dessa maneira devemos perceber a neurociência numa interação com a pedagogia porque precisamos de bases científicas para que melhor possamos compreender nossos alunos, suas especificidades, suas habilidades e suas limitações.
O cérebro tem capacidade de mudar, de criar novas conexões quando aprendemos de modo significativo, com um conteúd o que faça sentido para o aluno, que ele guarde na memória porque lhe foi significativo, porque encher demais o aluno com conteúdos destituídos de significado é sobrecarregar sua memória com coisas que ela deleterá, não consolidará porque não foi ancorado em nenhum outro, na realidade ele n encontrou referências arquivadas p pegar essas novas informações, daí o professor deve ter o conhecimento necessário p perceber e reestruturar sua informação, verificando outra maneira, talvez uma mais interessante, que mexa com seu sistema límbico(emoções), que desperte prazer, curiosidade, desejo de saber mais…A memória tem personalidade!

Motivada, coerente, emotiva.

A memória humana apresenta baixíssima tolerância à ausência de motivação. Veja por exemplo, nos cursinhos preparatórios para o vestibular – onde o volume de informações é assustador. Os professores fazem malabarismos para as dezenas de fórmulas das disciplinas de exatas sejam assimiladas/decoradas pelos alunos. Associam poesias a fórmulas de álgebra, leis da física a músicas. E são eficientíssimos! É raro que não as recorde por longos anos.

Por que as aulas de português do professor Pasquale conquistaram o Brasil? Por que ele utiliza outros tipos de linguagem e dá aulas fora do padrão, com humor, com letras de música. Todas funcionam como recurso motivador para a memória.

Outro ponto: a coerência. Informações desconexas só irão sobrecarregar a memória e a retenção de informações será mínima, principalmente para a memória Explícita (já esqueceu? É aquela que guarda fatos, conceitos, a que muitos consideram a verdadeira memória).

Na verdade, é mais do que isto, o cérebro busca a coerência. Esta busca é responsável pelo fenômeno da “falsa memória”. Sabe por que às vezes lembramos de forma nítida um acontecimento e ele não é 100% verídico, não aconteceu exatamente da quela maneira? Por que faltou coerência e a memória tratou de suprir esta necessidade. É assim: o cérebro guarda cada componente (sons, imagens, sensações) de determinada lembrança em compartimentos diferentes. Quando buscamos aquela lembrança na memória, o cérebro a recria novamente. E na hora desta montagem do fato ele pode recriar o acontecimento de forma ligeiramente diferente (ou muito diferente, dependendo da qualidade da memória). Tanto ele pode colocar “informações” que não estavam lá, quanto omitir outras. Porque ele busca na reconstrução, principalmente a coerência. “Isto é o mais fascinante para mim sobre a memória. Todas as vezes que precisamos dela, ela é recriada”, completa Huáras.

Mas, se por um lado, a memória é muito rigorosa na busca de motivação e coerência, por outro, mostra-se extremamente sensível à emoção. (E aqui mais uma associação do aprendizado à qualidade da memória: Goleman já reforçava esta idéia no seu conceito de inteligência emocional. “A aprendizagem é emocional”). Mais do qualquer outra coisa, a emoção é a maior reguladora da aquisição, da formação e da evocação da memória. Todos os sentidos estão ali para captar e guardar aquela informação. “Nas experiências que deixam memórias, os olhos que vêem somam-se ao cérebro que compara e ao coração que bate acelerado. No momento de evocar uma lembrança, muitas vezes, é o coração quem pede ao cérebro que lembre, e, em geral, a lembrança acelera o coração”, .( Ivan Izquierdo)

FONTE: NEUROREDE

[NEUROAPRENDIZAGEM] Aprender como o cérebro aprende
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