Comer menos mantém o cérebro jovem

Um dos pilares para uma boa saúde cerebral é uma alimentação balanceada, rica em folhas verdes, castanhas, peixe e frutas, também conhecida como dieta mediterrânea. Além de fazer bem para a saúde de diversas formas, ela ajuda a proteger contra a doença de Alzheimer. Mas isso já não é novidade para muita gente…

A novidade é que uma pesquisa científica recente identificou uma molécula do nosso corpo que ajuda o cérebro a se manter jovem e que pode ser desencadeada simplesmente comendo menos. Esta molécula, chamada de CREB1, é ativada por uma dieta de baixa caloria e atua como um indutor de genes importantes para a longevidade e o bom funcionamento do cérebro.

Manter um hábito alimentar saudável não é fácil, porém já há evidências de que o exercício físico não só eleva o gasto calórico, mas também auxilia a pessoa a melhorar seus hábitos alimentares. O exercício físico, além de ajudar na regulação do apetite, também estimula os circuitos cerebrais responsáveis pelo auto-controle.

O estudo da literatura sobre as bases neurocognitivas dos hábitos alimentares e o impacto da atividade física no cérebro indica que esses assuntos estão interligados através das regiões do cérebro responsáveis pelas funções executivas, ou raciocínio lógico. O controle inibitório é uma das funções executivas do cérebro e trata-se basicamente da habilidade de suprimir respostas inadequadas ou não desejadas a um estímulo (o contrário de impulsividade), o que torna possível a modificação ou o controle de um hábito.

O exercício físico modifica o cérebro, fortalecendo os circuitos responsáveis pelas funções executivas o que, consequentemente, ajuda no controle da alimentação, auxiliando no processo de reeducação alimentar. A influência dos exercícios físicos sobre os processos cerebrais já está bastante divulgada, tanto que um corpo em forma é sinônimo de um cérebro em forma. Porém existem outras formas de se fortalecer esses circuitos cerebrais para se obter resultados semelhantes em relação aos hábitos alimentares, tais como a terapia cognitiva, técnicas de visualização e o treinamento cerebral.

A importância de se controlar a alimentação foi reforçada com esse estudo que liga a jovialidade do cérebro a uma dieta de restrição calórica, que significa ingerir apenas 70% das calorias que se normalmente consumiria, o que exige muito auto-controle. Evidências indicam que os que seguem essa dieta de baixa caloria não ficam obesos, não desenvolvem diabetes, são menos agressivos e demonstram um maior desempenho cognitivo, além de serem menos suscetíveis à doença de Alzheimer.

FONTE: http://www.cerebromelhor.com.br/blog/template_permalink.asp?id=173

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