A Neurogastronomia e a Linguagem do Sabor

Nada é proibido na alimentação, quando se come com alegria e satisfação!!! desde que a quantidade ingerida seja proporcional à nossas necessidades. Só 2 coisas são proibidas pra mim na cozinha, cozinhar triste e comer contrariado…isso sim faz mal….aconselho meus amigos e amigas A conhecerem a Neurogastronomia, uma ciência que explica o que estou tentando falar…..

Inclusive , pessoas com restrições alimentares por fatores clínicos e intolerantes, podem se beneficiar com as novas descobertas desta ciência….a Neurogastronomia….que (entre outras coisas – parêntesis meus, Ines Cozzo) é o Estudo de como o cérebro humano cria sabor e porque! e de que forma esses fatores exercem influência em outras partes do cérebro que comandam o raciocínio, a linguagem, a coordenação motora e a leitura de cada substancia que entra por nossa boca e em que parte do corpo ela será responsável pelo desenvolvimento das funções físico-químicas enzimáticas necessárias ao bom metabolismo e ao bem estar.

Outra coisa surpreendente desta ciência é como o Palato é tão responsável ou até mais que a língua em relação ao sabor e as suas percepções. Quando comemos, o cérebro conceitua os cheiros como padrões espaciais e, a partir desses sentidos e  junto com o palato e a língua constroem as percepções de sabor.

A ingestão de alimento, e os cheiros retronasais (formados no Palato) envolvidos no Sabor, ocorrerem através da boca, o mesmo orifício usado na produção de idioma. Alimentos e linguagem não são apenas vizinhos próximos, neste sentido, eles ocupam a mesma casa.

Outras razões para uma estreita ligação entre cheiros e linguagem são, em primeiro lugar, a forte ligação evolutiva entre o aumento da necessidade da cozinha e da elevação da linguagem no contexto mundial das culturas e, segundo a própria Lingüística, os vocabulários, extraordinariamente se desenvolveram por sabores. Desde os primeiros documentos da História, é óbvio que os alimentos e a sua preparação têm sido altas prioridades das sociedades humanas. E foi a partir destes momentos em que as cozinhas tradicionais de todo o mundo surgiram ….

Ao examinar um pouco da História desses tempos a partir da perspectiva do sentido do olfato e do seu papel no sabor dos alimentos, fico impressionado com a riqueza das cozinhas e da riqueza associada dos vocabulários desta cozinha, para cada novo sabor encontrado era necessário criar uma nova palavra. Por exemplo, ao tempo dos romanos, houve uma enorme demanda por ervas e especiarias importadas de comerciantes árabes, que trouxeram-los através das rotas da seda e especiarias que se estendiam desde o Extremo Oriente (este era de mil anos antes de Marco Polo). As novas ervas e as novas especiarias , composta por termos e vocabulários árabes, precisavam de novos termos e novos vocabulários latinos e assim a gastronomia criava novos vocábulos e enriquecia a Língua Latina e assim ocorreu em todas as culturas e cozinhas da humanidade.

A idéia intrigante é que todo o vocabulário com sua sintaxe e gramática para comunicar refletem a tentativa por parte dos seres humanos em descrever seu mundo de cheiro e sabor com palavras.

Da mesma forma o cérebro e suas inúmeras formas de expressar o sentimento e analisar os sabores, influenciam na composição físico-química do que é ingerido, podendo transformar um nutriente importante em um veneno e vice-versa e a palavra criada por esse sabor , sendo uma linguagem interpretada positiva ou negativamente, podem também influenciar a saúde do organismo da mesma forma.

POR ISSO COMER SEM CULPA É SAUDÁVEL, APROVEITEM !!!!!!

By Chef Paulinho Pecora

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