COMIDA PARA A ALMA

Quem não se lembra do gosto bom (e único) da comida preparada pela mãe – ou pela avó?
E aquele doce inesquecível, com sabor de desejo, dividido numa viagem romântica?
Há o prato exótico, talvez picante, que convida ao novo, à ousadia…
Feita por mãos amorosas, a sopa reconforta a alma após um dia difícil e faz as vezes de um carinho.
Sem falar no cafezinho cheiroso que nos prepara para enfrentar novos desafios ou aquela receita com o poder quase mágico de reunir à volta da mesa pessoas queridas, mas tão ocupadas, e que – de repente – deixam de lado a correria do dia a dia para partilhar juntas um pouco de vida.
Não há muitas dúvidas de que a comida tem profundo apelo emocional – evoca lembranças, desperta os sentidos, transmite afeto, não aplaca apenas a fome, mas também as carências, está associada a compensações e prazeres (ou desconfortos) que ultrapassam qualquer propriedade do alimento em si.
Essa relação íntima que estabelecemos com o que comemos e os movimentos psíquicos que vêm à tona quando escolhemos o que queremos ingerir são fascinantes, mas não são novos. O que tem surpreendido pesquisadores é a constatação  – cada vez mais embasada por inúmeras pesquisas, em vários países – de que alimentos agem diretamente sobre nosso cérebro, interferindo no humor e até mesmo sobre a capacidade cognitiva.
Matéria lindamente escrita por: Gláucia Leal, editora da Duetto Editorial (Revista Mente e Cérebro)
[NEUROGASTRONOMIA] Comida para a Alma
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