Como comer pode aumentar sua produtividade

A ciência é incrível. Biologicamente falando, você tem a chance de se renovar totalmente a cada sete anos: nesse período, cada uma de suas células é trocada por outras que seu corpo produziu.

Mas você pode acelerar uma mudança positiva em si mesmo todos os dias, se quiser, com nada mais que boa vontade. Como? Através de mudanças alimentares, que podem ter um impacto enorme sobre a sua energia. Segundo a Organização Mundial da Saúde, nutrição adequada pode aumentar seus níveis de produtividade em 20%, em média.

Alimento e cérebro

Diferentes ingredientes entram no cérebro de formas diferentes. Eles podem lhe ajudar tanto a se concentrar, quanto a perder o foco.

Tudo o que comemos, no fim, será “quebrado” a uma coisa: glicose. A glicose é o nosso combustível, o que mantém o nosso cérebro acordado e em alerta. Sendo assim, em todos os momentos, temos um certo nível de glicose no sangue.

Para maximizarmos nossos resultados, temos que estar em pleno controle de como liberar glicose para o nosso sangue e nossos cérebros. Certos alimentos liberam glicose rapidamente, enquanto outros o fazem mais lentamente, e de forma mais sustentável.

O cérebro funciona melhor com cerca de 25 gramas de glicose circulando no sangue, o que é aproximadamente a quantidade encontrada na banana.

Você pode obter 25 gramas de glicose em seu sangue de várias maneiras. Você pode comer um donut, ou uma pequena tigela de aveia. A curto prazo, não há praticamente nenhuma diferença para a atividade cerebral.

Ao longo de 8 horas de trabalho, no entanto, as diferenças são espetaculares. Depois de comer o donut, nós liberamos glicose em nosso sangue muito rapidamente. Isso significa que teremos cerca de 20 minutos de extrema atenção. Então, o nosso nível de glicose vai cair rapidamente, deixando-nos sem foco e facilmente distraídos.

A aveia, por outro lado, libera sua glicose muito mais lentamente. Isso significa que teremos um nível de glicose constante, melhor foco e níveis mais elevados de atenção.

Outro fator importante são os seus níveis de leptina. A leptina sinaliza para o cérebro o quão satisfeito você está. Um donut não vai sinalizar para seu cérebro que você já está cheio por um longo tempo, enquanto o contrário ocorre com a aveia.

Existe ainda mais uma diferença-chave entre um donut e uma tigela de aveia: o índice glicêmico. Alimentos com um baixo índice glicêmico liberam glicose gradualmente na corrente sanguínea. Esta liberação gradual ajuda a minimizar oscilações de pico de açúcar no sangue e otimizar a capacidade intelectual e foco mental.

O menor índice glicêmico aparece na soja (18), e o mais alto vem com o arroz branco (88).

Onde, quando e com quem

É importante conhecer os potenciais (bons ou ruins) dos alimentos, mas o contexto no momento de comer também tem um impacto igualmente poderoso no que escolhemos comer, e, portanto, na nossa produtividade.

Por exemplo, nunca podemos estar com fome. Só para colocar em perspectiva o quanto a fome vai lhe deixar mal humorado, pesquisas mostram que juízes com fome dão sentenças mais severas.

Estar com fome ou saltar alguma refeição pode arruinar várias horas de sua produtividade. Um estudo com alunos em idade escolar provou isso na prática.

Todas as crianças em uma classe foram orientadas a não tomar café da manhã. Depois, por atribuição aleatória, metade das crianças recebeu um bom café da manhã na escola. Durante a primeira parte da manhã, as crianças que comeram aprenderam mais e se comportaram melhor (segundo os monitores, que não sabiam quais crianças tinham comido). Mais tarde, todos os alunos receberam um lanche saudável no meio da manhã, e as diferenças desapareceram “magicamente”.

Outra coisa é atentar para as porções que você consome. Se você sempre acaba comendo porções muito grandes, que lhe deixam muito cheio no almoço e muito cansado algumas horas depois, experimente comer em um prato menor.

Você vai automaticamente comer menos, e muitas vezes vai acreditar até que está comendo mais, porque a ilusão da comida em um prato menor a faz parecer maior. Comer em um prato menor vai lhe encher mais, e fazer a diferença de uma hora de produtividade por dia.

Preste a atenção também em com quem você está comendo. Pesquisas mostram que comer com amigos que têm excesso de peso faz você comer mais. Se sua garçonete tiver sobrepeso, você pode acabar comendo mais. Se tiver uma grande variedade de alimentos, você vai comer mais. Se for uma mulher comendo ao lado de um homem, vai comer menos. A dica aqui é escolher bem o contexto de sua refeição, e não deixar seu subconsciente levar dicas do ambiente tão a sério.

Outra coisa sobre o ambiente: somos extremamente propensos a comer o que está à vista e perto de nós.

O famoso pesquisador Brian Wansink afirmou que somos três vezes mais propensos a comer a primeira coisa que vemos em nosso armário do que a quinta coisa. Então, para comer menos, ou mais saudável, reorganize o posicionamento dos alimentos em seu armário, e certifique-se de que as “coisas gordas” não fiquem à vista, enquanto as mais saudáveis tenham mais exposição.

Por fim, uma boa maneira de sempre alimentar o cérebro com combustível, mas não comer demais, é fazer três refeições diárias menores (use os pratos menores!) com dois lanches saudáveis no meio, específicos para manter o cérebro em plena velocidade. Desta forma, você não tem que mudar muito seus hábitos, e ainda aumentar sua produtividade.

Alimentos que alimentam o cérebro – e a produtividade

Confira alguns alimentos que a Organização Mundial da Saúde e os especialistas consideram saudáveis e bons para a atenção e o foco:

Alimentos para o cérebro

Se você não quiser comer melhor pela sua própria saúde e produtividade, pense nos seus filhos e netos: pesquisadores afirmam que eles serão o que você come. Tudo o que você ingere pode se traduzir em mudanças que serão transmitidas através de seus genes. Não se cuidar seria, portanto, bastante egoísta.

FONTE: [LifeHacker]

 

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