Neuromarketing: Quando o cérebro decide

Perguntas “como é a mente?”,” como funciona a consciência?”, “como disparam as emoções?” e “que alterações funcionais estão por detrás dos comportamentos?” são apenas algumas das questões que a neurociência procura responder tendo como objectivo a cura de enfermidades, o tratamento de alterações funcionais ou a explicação das actividades cognitivas e psicomotoras.

A neurociência estuda o sistema nervoso a partir de uma perspectiva multidisciplinar envolvendo áreas como a biologia, a química, a física, a electrofisiologia, a farmacologia, a genética, a informática, etc. As abordagens são feitas dentro de uma nova concepção da mente humana tendo em vista compreender a origem das funções nervosas, particularmente aquelas mais sofisticadas como o pensamento, as emoções e os comportamentos.

As potencialidades crescentes de muitas disciplinas da neurociência têm atraído numerosos sectores da sociedade, nomeadamente a psicologia, a educação, o desporto, a indústria e, dentro desta, o marketing. Muitos especialistas desta dinâmica disciplina acreditam que a neurociência poderá trazer novos instrumentos de pesquisa capazes de fornecerem mais conhecimentos sobre a mente das pessoas no tocante às suas motivações, preferências, ambições, expectativas e necessidades de consumo.

Acontece, porém, que há quem se esteja a insurgir contra esta tendência temendo a aplicação indevida da neurociência na manipulação da mente do consumidor para a subjugar. Uma simples consulta na internet permite-nos perceber como essa desconfiança tem vindo a crescer. As poucas experiências de neuromarketing realizadas e conhecidas geraram um coro de protestos, especialmente nos Estados Unidos. Tal como a clonagem e a sua aplicação indevida há problemas éticos, legais e sociais que se colocam de forma premente.

Perante tal situação será lícito perguntar: terá o neuromarketing futuro? Penso que sim. Nada impede pensar que o neuromarketing poderá servir os interesses do mercado e da sociedade. Acautelados os interesses e os direitos dos consumidores, o neuromarketing terá, em minha opinião, capacidade para ajudar a indústria e o comércio a melhor servirem os consumidores, nomeadamente através do lançamento de pistas para a inovação e o desenvolvimento de produtos e serviços que satisfaçam melhor as suas necessidades e interesses.

Neuromarketing: Quando o cérebro decide
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