Quanto sangue tem no cérebro?
Acordado ou dormindo, pensando ou sonhando, fazendo contas ou pulando amarelinha, nosso cérebro recebe sempre o mesmo fluxo de sangue: são cerca de 750 ml, ou uma garrafa de vinho cheia, passando por minuto.

Você se espanta com a quantidade? Pois cada gotinha é necessária. Primeiro, porque o cérebro, sozinho, consome 20% do oxigênio que usamos, e esse oxigênio chega através do sangue. É só fazer as contas para ver que bate direitinho: como são quase 5 litros de sangue no corpo todo, 750 ml são quase 20% do total. E segundo, trata-se de uma questão de “elegância” cerebral: ao contrário do resto do corpo, o cérebro não guarda energia em gordurinhas localizadas (embora as células da glia guardem depósitos de glicogênio, como faz o fígado, que pode ser disponibilizado para os neurônios). Na prática, no entanto, ainda se acredita que toda a glicose, ou açúcar, que o cérebro consome, precisa chegar “on-line”, quer dizer, no momento em que é necessária. E como é necessária o tempo todo…

Ou você se espanta da quantidade não mudar com o exercício físico, e nem mesmo com o esforço mental? Isso tudo parece muito esquisito, porque afinal se o cérebro trabalha “mais” para fazer uma conta, deve precisar de mais energia, portanto de mais glicose, portanto de mais sangue para trazer a glicose… e como é então que não muda? A resposta é que as regiões que se tornam mais ativas a cada instante recebem mais sangue, às custas das outras, que passam a receber menos sangue, de modo que fica tudo equilibrado.

Ainda bem. Afinal, imagina a dor-de-cabeça se o cérebro inchasse com mais sangue a cada conta difícil! (SHH)
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sangue tem no cérebro?

Acordado ou dormindo, pensando ou sonhando, fazendo contas ou pulando amarelinha, nosso cérebro recebe sempre o mesmo fluxo de sangue: são cerca de 750 ml, ou uma garrafa de vinho cheia, passando por minuto.

Você se espanta com a quantidade? Pois cada gotinha é necessária. Primeiro, porque o cérebro, sozinho, consome 20% do oxigênio que usamos, e esse oxigênio chega através do sangue. É só fazer as contas para ver que bate direitinho: como são quase 5 litros de sangue no corpo todo, 750 ml são quase 20% do total. E segundo, trata-se de uma questão de “elegância” cerebral: ao contrário do resto do corpo, o cérebro não guarda energia em gordurinhas localizadas (embora as células da glia guardem depósitos de glicogênio, como faz o fígado, que pode ser disponibilizado para os neurônios). Na prática, no entanto, ainda se acredita que toda a glicose, ou açúcar, que o cérebro consome, precisa chegar “on-line”, quer dizer, no momento em que é necessária. E como é necessária o tempo todo…

Ou você se espanta da quantidade não mudar com o exercício físico, e nem mesmo com o esforço mental? Isso tudo parece muito esquisito, porque afinal se o cérebro trabalha “mais” para fazer uma conta, deve precisar de mais energia, portanto de mais glicose, portanto de mais sangue para trazer a glicose… e como é então que não muda? A resposta é que as regiões que se tornam mais ativas a cada instante recebem mais sangue, às custas das outras, que passam a receber menos sangue, de modo que fica tudo equilibrado.

Ainda bem. Afinal, imagina a dor-de-cabeça se o cérebro inchasse com mais sangue a cada conta difícil! (SHH)

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